A Poesia continua
transitando, preparando o eclipse total do caos, nesta reorganização é necessário o
contato, a troca de idéias, alguns ainda circulam pelo velho e bom Correio e por
acreditar que tudo continua valendo, passamos alguns contatos para quem, depois de
navegar, quiser aportar em páginas de revistas e jornais, ou manter contatos com alguns
poetas da página. Vamos lá:
Revista ORION -Maria Helena
Nery Garcez- R:Quitanduba 121-ap.81-05516-030- São Paulo-SP
Jornal ORFEU - Av.Rio Branco,
2234- 36016-310 - Juiz de Fora-MG
Revista Brasileira de
Comunicação, Arte e Educação: E-mail:
tavola@senado.gov.br
Revista de Poesia e Artes
Plásticas TABACARIA - E-mail:
cfpessoa@mail.telepac.pt
Revista ODISSÉIA: E-mail:
odisséia@cchla.ufrn.br
Revista El Desierto :
http://www.latbook.com
Revista OLHO LATINO - Paulo
Cheida Sans - R: Pe. Bernardo da Silva 856 - 13030 - 710 - Campinas - SP
Jornal INFERNO: R: São João
Evangelista 820/302- Santo Antonio- 30330-142 - BH -MG , camilo@www.newview.com.br
Revista BIBLIA -Tiago Gomes-
R: Luciano Cordeiro 45 - Cave, 1150 - Lisboa - Portugal.
Poema para Manoel de Barros
rasgo as veias do papel
e retiro
teu musgo
teu visgo de lesma
teu olho de olho
teu corpo
enroscado em ventre
de caracol
rasgo
rastejo relva
arranho sustos
resvalo em vírgulas
chupando lodo
e lágrima
de bicho
à espera
que a dor galope as águas
sem atropelar
Vera Lucia de Oliveira -Via
Magnolia 7 - Ripa 06080- Perugia - Itália
Cinemitologias
Vento que vem de longe, abra-me
as portas da percepção
e as mantenha abertas. Como um grego antigo diante do
mar, como um primata segurando o fogo primordial nas
mãos. O primeiro olhar sobre os vales cheios de perigo.
O deslumbramento de uma mente que descobre o véu da
Grande Mãe.
Ademir Assunção - R: Antonio
F. da Costa Lisboa 122-05593-050
São Paulo -SP
À Margem de
Não quero ser muito
mais do que isso
me contento
com um Drummond
mal resolvido;
um Bandeira
mais atrevido;
um poeta
não marginal
mas
o próprio bandido.
Ana Elisa Ribeiro - MG
Risco
Um poema livre
da gramática, do som
das palavras
livre
de traços
Um poema irmão
de outros poemas
que bebem a correnteza
e brilham
pedras ao sol
Um poema
sem o gosto
de minha boca
livre da marca
de dentes em seu dorso
Um poema nascido
nas esquinas nos muros
com palavras pobres
com palavras podres
e
que de tão livre
traga em si a decisão
de ser escrito ou não
Eunice Arruda - Prof.Aguinaldo
Simões 61 - 05125-070-São Paulo - SP
Intervalo da vida
Essa coruja que abre
os olhos para a cidade
é trama intensa, um verso,
é criatura sem ídolos
sem fascículos últimos
da preciosa coleção.
Vejo flashes, não tenho filmes
não tenho holofotes que iluminem
esta escuridão abatida em meu peito.
Estou agonizando vivamente
como quem morre de amor, letargicamente.
Jurema Barreto de Souza - Santo
André- SP
lançar olhos
à lua
nua
que translada
a noite
em POESIA
meu oceano
arrebenta
João Antonio da Silva Sampaio -
Santo André- SP
Identificação
sobre o poema "A Testemunha"
de Jorge Luiz Borges
é num poema de Borges
que me somo como ser
e ergo meus olhos
no infinito da criação
e também ordeno constelações
com o mesmo paladar
que me sonhei
me sonho
e me sonharei
na vasta solidão do amor
Zhô Bertholini - Santo André-
SP
céu da boca azul do planeta
nesta tarde clara
traço um inventário;
transformar-me geneticamente
e fazer humano
o que até hoje
não passou de uma cárie
Naiman -R: Stenio Ranzini 76/ 3
- 04241-090-São Paulo - SP
Da Necessidade do Poema
orquestra silenciosa dos sons
quando um dia vê que urge:
a tua mão grávida de dons
na sinfônica da vida ressurge
e toma do cálice das palavras
o vinho silábico do poema
fazendo dos ébrios tuas lavras
e das lutas sóbrias o teu tema
medita tua fronte circunspecta
no veio mais latente da palavra
na nota mais silente da palavra:
irmã siamesa no corpo do poeta
Jota Marinho - R: Hélio da Mata
Souza Bloco 10 - ap. 12-09180-080 - Santo André- SP
Matéria publicada em 01/03/2000
- Edição Número 7
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