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Terceiro Setor e as Redes Multiplicadoras do Conhecimento Coletivo Cristiana Passinato
Descobri, há muito pouco tempo, que nada custa dedicar um tempo e um pequeno montante de seu salário para atividades de terceiro setor na área do social e ambiental. Fui voluntária de uma exposição itinerante de uma ONG internacional, a WWF-Brasil e pude constatar o poder do que Edgar Morin e outros filósofos descrevem como uma atmosfera mórfica, ou um ambiente onde as pessoas se concentram formando uma Noosfera em torno de um tema e criam, desenvolve-se atividades e mobilizações dentro de um programa específico e cronograma e atuam de forma bem sucedida na conscientização das pessoas sobre aspectos importantes que no dia-a-dia esquecemos. No desenvolvimento dessa atividade fui convidada a participar de uma capacitação para me tornar líder voluntária de ação na agenda da ONG, Rio Voluntário. Fui à capacitação, participei, fui escolhida como líder no meu grupo e nos outros ali formados e, com isso, algo mexeu dentro de mim, pois eu tinha que me movimentar, já que tinha esse dom, essa forma de ser, de movimentar as pessoas, estimular e até de seguirem comigo nas causas em que acredito e assim pude avaliar o contexto e aceitar a proposta que hoje venho desenvolvendo com muitíssimo prazer. Estou montando um time e esse time já efetuou uma ação num Lar da Taquara, Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Antes dessa ação se concretizar, fiz contatos com a ONG, fiz contatos com o time, fiz contatos e reconhecimento dentro do Lar e pude perceber a carência por parte afetiva da instituição e a boa vontade do voluntariado em geral. Percebi que quando se trata de menor, a coisa é mais fácil politicamente de lidar, pois os apoios, patrocínios e tudo mais ocorrem, pois o lobby que envolve essa questão pode ser voltado para o aspecto político muito mais facilmente. Já com os idosos, a coisa modifica, pois não estão em idade de aprendizado, não estão em idade de eleger mais ninguém se não quiserem, não são mão-de-obra barata para ninguém também, então são abandonados literalmente. Ainda vemos algumas dourações de pílula, como vemos nas doações, tais como a kombi do lar que leva o logo do governo do estado, sendo que nada por ali fazem e levam o título de instituição filantrópica pelo município, porém não são nem isentos dos impostos que deveriam ser liberados, o prefeito faz questão de recolher de 7 idosos, os administradores e as 2 funcionárias que são mantidas de forma auto-sustentável e que segundo o responsável pela instituição de forma gratuita e pelo que me consta o é verdadeiramente.
Primeira Ação – "Traga o Filme com Pipoca" Nada melhor do que fotos para mostrar a satisfação do público alvo e dos voluntários com esse tipo de atividade, que mobiliza as pessoas diante da situação social desse tipo de pessoas.
Como podem observar, os semblantes de felicidade são a maior das recompensas. Nem sempre o que não se tem recurso, pois a instituição não possui aparelho de DVD, nem vídeo, não possui som, microondas, e tudo mais, mas levamos pipoca convencional e ainda nos foi bastante para deixarmos pra outra vez, levamos o DVD alugado, o ideal seria que fosse nos cedido, e o aparelho chegou através da ajuda de um dos voluntários que emprestou e pudemos facilmente adaptar a TV. Para nós, os obstáculos podem ser facilitadores de uma aproximação maior entre eu, a líder e os voluntários do time, pois precisamos mesmo desse tipo de motivação para que nos unamos e nos cotizemos para efetuar com sucesso nossas ações de agenda. Boa vontade e muito amor são os pré-requesitos para ser um bom voluntário, quer tentar? Vá a uma ONG mais próxima a você. O Lar Alzira e Sylvestre aceita doações, ajuda, e outras formas de voluntariado, enfermeiras e médicos voluntários para que se possa ajudar no dia-a-dia e sobrevivência dos internos. Qualquer pergunta que queiram fazer ou alguma ajuda que queiram dar é só entrar em contato comigo, ou pelo e-mail do Sr. Thadeu e a Sra. Regina Célia, através do e-mail: thadeu.santos@globo.com e o telefone da instituição é o (21) 2440-1756. Sobre a autora:
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